Sono: o pilar esquecido da saúde

Quando se fala em melhorar a saúde, a alimentação e o exercício físico aparecem quase sempre no topo da lista.

O sono, apesar de igualmente importante, continua frequentemente a ser tratado como algo secundário.

Dormir não corresponde simplesmente a um período em que o organismo fica desligado. Durante o sono continuam a ocorrer inúmeros processos essenciais para o funcionamento do corpo.

Porque é que precisamos de dormir?

O sono participa na recuperação física, na consolidação da memória, na função cerebral e na regulação de diferentes sistemas hormonais e metabólicos.

Uma noite ocasionalmente mal dormida faz parte da vida.

O problema surge quando a privação ou má qualidade do sono se transforma num padrão persistente.

Quantas horas devemos dormir?

As necessidades variam entre pessoas, mas para a maioria dos adultos recomenda-se habitualmente um mínimo de cerca de sete horas de sono por noite.

No entanto, contar horas não é suficiente.

A qualidade e a regularidade também são importantes.

Dormir oito horas com múltiplos despertares pode não proporcionar o mesmo descanso que um período de sono contínuo e reparador.

O sono também influencia o metabolismo

Dormir de forma insuficiente durante longos períodos está associado a alterações metabólicas e a um maior risco de diversos problemas de saúde.

O sono influencia sistemas relacionados com a regulação do apetite, da glicose, da tensão arterial e da resposta ao stress.

Por isso, tentar melhorar a saúde metabólica ignorando o sono pode significar deixar de fora uma parte importante da equação.

Quando devemos prestar mais atenção?

Ressonar intensamente, apresentar pausas respiratórias durante a noite, acordar repetidamente ou sentir uma sonolência excessiva durante o dia não deve ser automaticamente considerado normal.

Estes sintomas podem justificar uma avaliação médica.

Saúde não é apenas alimentação e exercício

Podemos alimentar-nos bem e praticar exercício regularmente enquanto continuamos a negligenciar uma parte fundamental da fisiologia humana.

O sono não deve ser aquilo que fazemos apenas quando sobra tempo.

Deve ser encarado como um dos pilares fundamentais de uma estratégia de saúde sustentável.

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