Quando falamos de metabolismo, é muito comum concentrarmos toda a atenção na glicemia.
No entanto, a quantidade de glicose presente no sangue representa apenas uma parte de um sistema muito mais complexo.
A resistência à insulina pode desenvolver-se progressivamente antes de surgirem alterações importantes nos valores da glicemia.
O que é a resistência à insulina?
A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas e desempenha um papel essencial na gestão da energia disponível no organismo.
Depois de uma refeição, ajuda diferentes tecidos a responder à presença de nutrientes e contribui para manter a glicemia dentro de valores adequados.
Quando existe resistência à insulina, tecidos como o músculo, o fígado e o tecido adiposo tornam-se menos sensíveis à sua ação.
Como consegue o organismo compensar?
Numa fase inicial, o pâncreas pode responder produzindo mais insulina.
Esta maior produção pode conseguir manter a glicemia dentro de valores aparentemente normais durante algum tempo.
Por isso, olhar apenas para uma medição isolada da glicemia pode não contar toda a história metabólica.
Com a progressão do problema, a capacidade de compensação pode tornar-se insuficiente e os valores de glicose podem começar a aumentar.
É possível não sentir qualquer sintoma?
Sim.
A resistência à insulina pode desenvolver-se sem sintomas evidentes.
O excesso de peso, a baixa atividade física, a genética, a idade e determinados antecedentes clínicos podem contribuir para aumentar o risco.
Contudo, nenhum destes fatores deve ser analisado isoladamente.
Melhorar a sensibilidade à insulina
A atividade física é uma das ferramentas mais importantes para melhorar a sensibilidade à insulina.
O músculo desempenha um papel fundamental na utilização da glicose e um estilo de vida mais ativo pode produzir benefícios metabólicos significativos.
A alimentação, a composição corporal, o sono e a gestão do peso também podem ser relevantes.
A resistência à insulina deve, por isso, ser entendida como parte de um contexto metabólico global e não apenas como um número numa análise laboratorial.
